Fotografia​ ​como​ ​experiência​ ​sensível
01 de Nov de 2017
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Fotografia

É comum associarmos automaticamente fotografia a visão. Tanto ao falarmos de quem fotografa, quanto ao falarmos de quem entra em contato com a mesma. Mas hoje, quero poder falar de minha experiência, assim como a de meus alunos e minhas alunas.

Fotografando com frequência e estudando suas técnicas há algum tempo, descobri que fotografar me exige um corpo de fotógrafa. No caso do uso de uma câmera, um corpo que carrega um equipamento, o olho que precisa estar grudado no visor dançando harmoniosamente a cada movimento realizado, a ponto de se tornarem um: fotógrafa-câmera. E, ao mirar o alvo a ser registrado, o click é feito por meio das mãos precisas que seguram a máquina fotográfica em sintonia com o dedo que aperta o botão.

Todo esse processo é acompanhado de um trabalho de respiração: inspira-se bem fundo e prende-se a respiração para, no instante do click, evitar movimentos e assim conseguir uma foto com maior nitidez. Há quem não se importe com a respiração, e esse também é um modo de fotografar que tem registrado nas fotos as marcas destes possíveis movimentos.

A depender da imagem que se pretende produzir, curva-se, inclina-se, alonga-se, abaixa-se, deita-se, levanta-se, uma ginástica empreendida em busca de um melhor ângulo, de um melhor efeito, de um melhor enquadramento. Pernas, braços, joelhos, pés, ombros, costas, cotovelos, enfim, um corpo em ação buscando a fotografia que se pretende fazer.

Ainda assim, é comum ouvirmos críticas e elogios acerca do olhar do fotógrafo. Uma concepção da fotografia que limita todo um exercício corporal a apenas uma parte do nosso corpo: nossos olhos. E quando falamos de uma exposição fotográfica, novamente recorremos ao que a visão pode nos permitir.

Mas, ao fotografar, além da conexão entre a câmera e meu corpo, há uma atmosfera do lugar onde estou, uma ligação com o que capturo no ambiente e nas pessoas. Sim, vejo, ouço, toco e também sinto o que ali acontece. E, é esta dimensão do sentir que talvez dê conta de traduzir o processo fotográfico que envolve esses corpos. Da mesma forma que, ao sermos apresentados a uma foto, além de vermos, sentimos o que esta evoca em nós.

Assim, entre os dias 6 e 10 de novembro, eu juntamente com as alunas e os alunos da disciplina Psicologia e arte, convidamos a comunidade ursulina para a exposição Lentes de uma experiência sensória​, que acontecerá no hall do primeiro andar da nossa Universidade Santa Úrsula, campus Botafogo. A exposição trata das possibilidades de expressar, através das fotografias, como a Psicologia nos afeta. Nosso convite é que você possa sentir e se conectar com as imagens expostas.

Debora Lomba
Professora do curso de Psicologia da USU

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