Sobre as mulheres na matemática
04 de Set de 2017
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Marconi

Ultimamente tem-se falado no empoderamento da mulher.  Ela vem aos poucos assumindo postos de destaque na sociedade. Sua forte presença na política é observada pela crescente participação nos programas partidários televisivos. Fora desse campo a visibilidade da mulher é crescente: atentem para os noticiários na televisão, ao final do programa aparecem letreiros com uma velocidade desrespeitosa (quem consegue ler?), onde figuram o nome dos técnicos, jornalistas e produtores responsáveis pelo programa. Já notaram o crescente número de profissionais do sexo feminino?

O universo intelectual, durante séculos, foi um mundo de dominação essencialmente masculina. Somente no século XVII começaram vir à tona trabalhos matemáticos de autoria de mulheres, ainda assim de maneira tímida. Sophie Germain é um belo exemplo do sacrifício que as mulheres tinham de fazer para estudar e produzir matemática. Ela estudava escondida dos pais, à luz de velas, que eram surrupiadas das despensas de sua casa. Vencidas as resistências familiares, ela se dedicou à matemática, escreveu textos com o pseudônimo de M. le Blanc.   Outra matemática de importância foi Mary Fairfax Greig Somerville, nascida na Escócia em 1780. Sua alfabetização foi relativamente tardia, no entanto seu interesse  pela matemática era grande e, diferentemente de diversas matemáticas de sua geração, foi aceita na comunidade científica.

Uma das histórias mais emblemáticas da presença da mulher na matemática foi a de Hipatia de Alexandria. Ela nasceu em Alexandria, em torno do ano 370. Foi uma das primeiras mulheres da qual temos informações sobre textos matemáticos produzidos. Envolveu-se na política local e foi acusada por seus inimigos de feitiçaria, o que provocou uma morte dolorosa. Foi esquartejada.

No Brasil algumas matemáticas são reconhecidas, como Elza Gomide e Maria Laura, a primeira na área de História da Matemática e a segunda em Educação Matemática. A professora Maria Laura participou da implantação do curso de Mestrado em Educação Matemática na Universidade Santa Úrsula.

Não podemos esquecer que o nome de várias mulheres estão presentes em nossos estudos. A curva de Agnesi é uma referência a Maria Gaetama Agnesi; que o Teorema de Cauchy-Kovalesky traz o nome do famoso matemático e o de Sonia Kovakesky. Existem vários exemplos. Mas o de maior destaque é o de Theano (século IV a.c.) viúva de Pitágoras, que manteve a escola pitagórica funcionando.

No início deste ano a USP promoveu a exposição “Elas: expressões de matemáticas brasileiras”, cujo objetivo era homenagear as matemáticas Adriana Neumann, Cecília Salgado e Carolina de Araujo, e destacar a importância da mulher no desenvolvimento da matemática.

Cesar Roberto Marconi da Costa

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