Um poderoso apelo
05 de Out de 2017
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Tarcisio Padilha

Encerrados nas restrições de uma economia global, sobre as quais não temos nenhum domínio, somos hoje inequivocamente convidados a uma experiência concreta de solidariedade para com alguns seres humanos. Uma solidariedade imediata se instaura, surgida da urgência e do sofrimento.

A família, os amigos, o meio escolar ou profissional parecem estar em crise, deixando sobretudo o jovem ou idoso numa solidão que pode levar à busca de relações perigosas. O vazio social atinge categorias mais fracas e dependentes, como aquelas à margem do mundo do trabalho.

Estes homens e estas mulheres de que tanto se fala são de fato pessoas havidas como invisíveis. Esta situação assume uma forma extrema quando se olha para os campos de refugiados, deslocados pelas guerras, onde a maioria vive sem recursos próprios, onde a ação parece impossível.

Na recusa dos meios-termos da política há um poderoso apelo às consciências individuais. A sociedade justa se fará de baixo para cima, cada consciência de cada vez. Entre a comunidade abstrata dos homens e a multiplicidade dos destinos individuais, a necessidade de fato tem um rosto.

A ação humanitária corresponde efetivamente às exigências de uma moralidade individual, onde uma vida resgatada é justificação suficiente. Ela é um meio de escapar da conversa insuportável entre o indivíduo solitário e uma globalidade que ele não domina, mas não tem condições de ignorar.

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