Vamos falar sobre a febre amarela
21 de Mar de 2017
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Biologia

O Ministério da Saúde confirmou, no dia 16 de março, que já foram registrados mais de 400 casos de febre amarela no Brasil. A expansão da doença no país unida à ausência de conhecimento sobre a febre gera problemas para o ambiente como a morte de macacos.

 

Para quem ainda tem dúvidas se o primata é transmissor da doença, Bruno Meurer, pesquisador e coordenador do curso de Ciências Biológicas da USU, informa que não.

 

- Os macacos são hospedeiros, assim como nós. Os macacos, assim como outras espécies, são importantes para o equilíbrio do ambiente e pesquisadores de saúde pública utilizam os macacos como indicadores da presença do vírus da febre amarela em uma região. A partir dessa indicação é possível adotar estratégias para a prevenção da febre amarela, ou outra doença – disse Meurer.

 

Em caso de encontrar um macaco morto ou doente, o coordenador pede que a pessoa ligue para os bombeiros.

 

Meurer lembra, também, que é proibido alimentar micos e macacos.

 

- A herpes deles é mortal para nós assim como a nossa herpes é mortal para eles – explicou.

 

Sintomas

 

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.

 

Transmissão

 

A febre amarela ocorre nas Américas do Sul e Central, além de em alguns países da África e é transmitida por mosquitos em áreas urbanas ou silvestres. Sua manifestação é idêntica em ambos os casos de transmissão, pois o vírus e a evolução clínica são os mesmos — a diferença está apenas nos transmissores. No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela é principalmente o mosquito Haemagogus. Já no meio urbano, a transmissão se dá através do mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue). A infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra ela circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado. Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano. Além do homem, a infecção pelo vírus também pode acometer outros vertebrados. Os macacos podem desenvolver a febre amarela silvestre de forma inaparente, mas ter a quantidade de vírus suficiente para infectar mosquitos. Uma pessoa não transmite a doença diretamente para outra.

 

Prevenção

 

Como a transmissão urbana da febre amarela só é possível através da picada de mosquitos Aedes aegypti, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação. Os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios e suas adjacências. Qualquer recipiente como caixas d água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos. Portanto, deve-se evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados. Para eliminar o mosquito adulto, em caso de epidemia de dengue ou febre amarela, deve-se fazer a aplicação de inseticida através do fumacê. Além disso, devem ser tomadas medidas de proteção individual, como a vacinação contra a febre amarela, especialmente para aqueles que moram ou vão viajar para áreas com indícios da doença. Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo.

 

Fonte: Fiocruz

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